Nesta segunda-feira, no arranque uma visita de trabalho a Benguela, província que produz 80 por cento do sal nacional, optou por não utilizar a expressão "lonas plásticas", muito em voga, assinalando que as geomantas são também meios para a cobertura de valas de drenagem na agricultura.

Ao sublinhar que as novas tecnologias definem a espessura, a governante revelou que duas das dezasseis salinas encerradas no Chamume, município da Baía Farta, já foram reintegradas, passando a operar dentro dos marcos estabelecidos pelo Ministério das Pescas e Recursos Marinhos.

"Paulatinamente, julgamos, outras conhecerão o mesmo destino. Encerrámos, como sabem, porque usavam o tal plástico a que vocês [jornalistas] se referem", reforçou Carmen dos Santos, acrescentando que a cedência de espaços para unidades de produção obedece igualmente a certas variáveis da Lei de Terras.

Na altura do encerramento das salinas, em finais de 2025, a Polícia apontava para falta de documentação, mas a ministra associa, agora, o acto à polémica em torno das lonas plásticas.

Há muito que a Associação dos Produtores de Sal de Angola vem alertando para consequência nos domínios da saúde pública, ambiental e da segurança alimentar, argumentando que a argila é a via mais segura para a produção do sal.

O Novo Jornal sabe que existem salinas encerradas, agora sob gestão de cidadãos angolanos que estabeleceram parcerias com os antigos proprietários - chineses e vietnamitas - , à espera de licenciamento para o reinício da actividade na Cidade do Sal.

Dados fornecidos pela APROSAL, com associados em Benguela, Namibe, Kwanza Sul e Bengo, indicam que Angola produz 250 mil toneladas anuais.