NJ - Quarenta e dois anos depois da independência, diga-se, uma independência que era suposto ser proclamada pelos três movimentos, e tendo feito o senhor parte do governo de transição, consegue abstrair-se dessas circunstâncias e perceber hoje onde Angola falhou?

JJ - Volvidos quarenta e dois anos de independência, fazendo uma retrospectiva da crise profunda em que o país mergulhou, tudo o que podemos afirmar é que algumas lideranças, que em Alvor haviam assumido os destinos do país, não tiveram a capacidade de pensar e projectar Angola fora dos interesses meramente partidários.

NJ - Esta é, digamos, a leitura mais óbvia da questão. O que é que se explica em relação à não assunção da letra do acordo?

- JJ Numa transição de situação colonial para independência há aspectos formais, como a concertação com a potência colonial sobre a data de independência. Isto está consagrado no Acordo de Alvor. Mas, em contrapartida, há o grande problema do "the day after".

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