Em conferência de imprensa convocada pelos líderes juvenis da UNITA, CASA-CE, PRS e a FNLA, estes acusaram o Governo de não revitalizar os programas voltados para a melhoria da qualidade de vida dos jovens.

"A juventude angolana enfrenta problemas de vária ordem. Milhares de jovens não trabalham, porque as políticas do Governo para a juventude são fracas", lamentou o secretário-geral da JURA, Agostinho Kamuango, que leu declaração em nome dos seus colegas.

Segundo Agostinho Kamuango, a coesão e futuro da Nação passa pela resolução das preocupações da juventude.

"O Governo deve apostar na juventude porque é dela que depende o futuro da Nação e deve trabalhar de forma aberta com vários parceiros no sentido de ultrapassar algumas situações que têm surgido no País", acrescentou.

Lamentou que o Ministério da Juventude e Desportos não reveja as prioridades do plano de desenvolvimento da Juventude, por isso, diz, a situação agrava-se a cada dia que passa.

Segundo Agostinho Kamuango, as quatro organizações juvenis não se revêem ainda nas comemorações do 14 de Abril, dia da juventude angolana.

"A data não é do consenso de todas as juventudes em Angola. A juventude quer ter uma data todas as organizações juvenis comemorem", referiu.

Ao NJOnline, o líder juvenil da FNLA, Kiaku Samuel, lamentou que a juventude enfrente vários desafios resultantes de vários riscos, como o uso excessivo do álcool, de tabaco, (...) sexo não protegido, que conduz a gravidezes indesejadas, abortos inseguros, infecções transmitidas sexualmente.

"Hoje não é reconhecida a importância de garantir à juventude uma educação e saúde de qualidade. O País não pode continuar a isolar a juventude que é força motriz de qualquer sociedade", notou.

Na sua opinião, a política de juventude deve ter como objectivos prioritários o desenvolvimento da personalidade dos jovens, bem como a criação de condições para a sua efectiva integração na vida activa.

Ao NJOnline, o psicólogo Tomas Kinga, ao comentar a declaração dos líderes juvenis, apontou as decepções de sonhos frustrados e os problemas de foro familiar como estando na base dos transtornos psíquicos no seio da juventude.

"A fraca capacidade de enfrentar ou buscar soluções para os problemas familiares faz também com que os jovens encontrem refúgio nas drogas e outras substâncias que alteram a psique, fazendo-os esquecer, momentaneamente, os dissabores que os afligem, levando-os assim à dependência e posteriores distúrbios mentais" referiu.