Em interrogatório, os arguidos negaram qualquer ligação a organizações internacionais de terrorismo.
Ao tribunal e ao Ministério Público (MP), tanto os dois cidadãos russos, Lev Lakshtanov e Igor Ratchin, como os angolanos Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco "Buka", afirmaram que o seu propósito era apenas a abertura de uma casa de cultura da Rússia em Angola.
Os quatro negaram financiar partidos políticos, organizações da sociedade civil e ou grupos de taxistas.
Quanto aos encontros com várias figuras políticas, os dois russos, Lev Lakshtanov e Igor Ratchin, confirmaram que essas reuniões aconteceram, mas no âmbito empresarial, não para criar instabilidade nas futuras eleições gerais.
Sobre a ligação a organizações internacionais de terrorismo que pretendiam criar instabilidade no País, todos refutaram a acusação e contaram ao tribunal que o único propósito era apenas o de trabalharem para a abertura de uma casa cultural russa.
Ao tribunal, o arguido Igor Ratchin, um dos principais suspeitos, disse ter ficado surpreendido com a detenção, pelas autoridades angolanas, em Agosto de 2025, e pelo facto de ter sido levado a julgamento por suspeita de financiamento ao terrorismo e outros crimes.
Contou ser apenas um empresário que veio abrir uma casa cultural russa em Angola, e que os pagamentos que fez a várias pessoas foram pelos serviços que lhe prestavam.
Esta quarta-feira,27, o tribunal começa ao ouvir os depoimentos dos declarantes, na sua maioria jornalistas de diferentes órgãos, e um funcionário judicial.
Os arguidos são acusados de espionagem, terrorismo, organização terrorista, financiamento ao terrorismo, instigação pública ao crime, associação criminosa, corrupção activa de funcionário, tráfico de influência, falsificação de documentos, introdução ilícita de moeda estrangeira no país e retenção de moeda e burla.














