"Há dificuldades reconhecidas, que não são novas, periodicamente temos vindo a reportar e estamos a acompanhar. Há dificuldades, temos que reconhecer isso", disse Marcos Barrica em declarações à Rádio Nacional de Angola.

A questão, no entanto, "está em vias de resolução", pois "há um esforço muito grande por parte do Estado angolano para resolver a dívida", avançou o embaixador, que acrescentou que "a divida é repartida em várias áreas, não só na área clínica, mas também em todos os domínios conexos, por exemplo, o alojamento dos doentes e acompanhantes, estão nas pensões e às vezes em casas particulares, o transporte e o subsídio que recebem mensalmente, tudo isto configura-se então na dívida que se tem".

O diplomata informou ainda que o Ministério da Saúde angolano enviou recentemente uma delegação, dirigida pela Junta Nacional de Saúde, para fazer uma radiografia da situação do sector da saúde.

"Estamos crentes que com o trabalho feito e com as conclusões recolhidas poderão sim estar em melhores condições para a solução que se espera seja encontrada", frisou.

A Junta Nacional de Saúde em uma dívida respeitante a serviços médicos quer a Portugal, quer à África do Sul.

A situação obrigou inclusive alguns doentes a regressar ao país ou a procurar formas alternativas para custear os tratamentos no estrangeiro.