"Há muitos problemas pendentes e que achamos que este Executivo deve assumir", salientou o sindicalista, dando como exemplo "a melhoria significativa dos salários, os acertos de categoria e melhores de condições de trabalho".

O valor agora disponibilizado é idêntico ao do ano passado: 64,6 milhões de dólares, 27,4 dos quais para docentes afectos aos cursos à área da Saúde, e, para o secretário do SINPES, essa verba deveria ser utilizada para melhorar as condições de trabalho dos professores nacionais.

"Há professores que estão em determinadas categorias que não correspondem à sua formação, há docentes que estão sem salários há mais de dois meses e sem subsídios desde 2011", diz.

Recorde-se que, em Setembro, o SINPES ameaçou paralisar as aulas durante o mês de Outubro se não houvesse resposta a uma série de reivindicações: "O pagamento de salários aos professores que trabalharam na abertura da Escola Superior Pedagógica do Bengo durante dois anos ou a promoção de categoria de docentes que já concluíram o mestrado e doutoramento, por exemplo".

"Residências condignas, em condomínios específicos, seguro de saúde para assistência médica, medicamentosa e hospitalar, créditos subvencionados para aquisição de meios de transportes pessoais", continuou.

A aprovação pelo Conselho de Ministros do Estatuto da Carreira Docente e Remuneratório do Ensino Superior, assim como as normas curriculares gerais são outras das exigências feitas pelo SINPES.

Eduardo Peres Alberto contou ainda ao Novo Jornal Online que ainda durante esta semana será enviado um pedido formal à recentemente empossada ministra Cândida Teixeira, com o objectivo de marcar um encontro para discussão de todas as reivindicações da classe.