O SINPROF local esclarece que a reivindicação não está relacionada com o pacote de questões discutidas a nível nacional e acusa as autoridades municipais de manterem silêncio sobre a regularização destes subsídios pagos a quem trabalha em zonas recônditas anunciando uma greve até sexta-feira, 09.
A segunda fase da paralisação surge depois de, aponta o secretário municipal do SINPROF na Quibala, Samuel Cacumba, "não ter havido qualquer resposta" da Administração Municipal ou da Direcção Municipal da Educação sobre a situação reclamada pelos docentes.
De acordo com o responsável sindical, a reivindicação diz respeito exclusivamente aos atrasos dos subsídios das zonas recônditas e não tem ligação ao actual pacote nacional de reivindicações que está na base da greve do SINPROF.
"Estamos a reclamar junto da Direcção Municipal da Educação e da Administração Municipal o pagamento dos atrasados dos subsídios das zonas recônditas", explicou Samuel Cacumba, acrescentando que, apesar da primeira fase da paralisação, as autoridades locais não apresentaram uma posição sobre quando ou como os valores serão pagos.
O sindicalista afirma que os professores aguardam um pronunciamento das entidades competentes para encontrar uma solução para o problema, mas lamenta o que considera ser um "silêncio absoluto" por parte das autoridades.
Segundo Samuel Cacumba, a adesão à greve entre os professores abrangidos pela reivindicação situa-se acima dos 85%, embora reconheça a existência de alguns casos pontuais de docentes estagiários que continuam a trabalhar.
O responsável explica que a situação é diferente entre os professores da função pública, apontando para uma adesão de cerca de 100% neste segmento.
A paralisação abrange o período de 05 a 09 de Outubro, estando os professores determinados a manter a reivindicação até que haja uma resposta concreta das autoridades sobre os valores em atraso.
Samuel Cacumba avançou ainda que, caso não haja qualquer pronunciamento, está prevista uma terceira fase da greve para a semana de 22 de Outubro, mantendo-se a pressão pelo pagamento dos subsídios. O secretário municipal considera que a ausência de respostas das autoridades municipais e provinciais tem aumentado a insatisfação entre os professores que aguardam pelo pagamento.
"Estamos a entender que estamos esquecidos", afirmou, referindo-se à falta de esclarecimentos por parte da Direcção Municipal da Educação, da Administração Municipal e do Governo Provincial.
