"Refuto as alegações infundadas e falsas afirmações e informo que deram início as diligências para as acções legais contra a ICIJ [Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação) e parceiros da ICIJ, as quais serão conduzidas pela empresa internacional de advogados Schillings Partners", avança, em comunicado enviado esta segunda-feira às redacções.

Isabel dos Santos diz lamentar o que considera "acções irresponsáveis de alguns jornalistas que [...]desencadearam uma tragédia humana e negligenciaram o respeito pelo direito à privacidade".

No documento, a empresária garante que nenhum dos investimentos realizados em Portugal foi feito com "fundos de origem ilícita"

"Os investimentos realizados em Portugal foram constituídos por fundos lícitos, tendo sido respeitados os procedimentos do Banco Nacional de Angola (BNA) no que se refere ao licenciamento de exportação de capitais", expõe.

"As empresas com as quais opero são legítimas, pagam impostos, e nenhuma foi jamais condenada por actividade criminal", acrescenta.

No mesmo comunicado, Isabel dos Santos diz que "as informações de que a Matter é uma empresa fantasma que recebeu injustificadamente mais de 100 milhões de dólares são particularmente enganosas e manipuladoras".

"Estas consultoras internacionais trabalharam com a Matter Business Solutions na sua qualidade de coordenador transversal do projecto de reestruturação do Grupo Sonangol e receberam pagamentos de cerca de 90 milhões de dólares, efectuados pela Matter Business Solutions", lê-se no documento onde a empresária refere ainda que os trabalhos de consultoria e apoio à reestruturação da Sonangol decorreram ao longo de 18 meses em mais de 20 empresas do grupo, tendo "contribuído para gerar resultados positivos".

O comunicado de Isabel dos Santos surge no dia em que o hacker português Rui Pinto assumiu a responsabilidade pela divulgação dos milhares de documentos que deram origem ao caso Luanda Leaks, que visa a empresária e o marido, Sindika Dokolo.

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