Segundo a CCE, a Rádio Nacional "tem sido avisada reiteradas vezes" sobre a existência de muitos jornalistas com carteira expirada e outros sem carteira, que fazem e assinam notícias.

Conforme a fonte, à RNA será aplicada essa multa pelo facto de ser o órgão que mais profissionais tem sem habilitações para o exercício da profissão de jornalista, "num claro desrespeito" à Lei sobre o estatuto do jornalista.

Para além da Rádio Nacional de Angola, a CCE prepara-se também para aplicar multas a outros órgãos por admissão de jornalistas sem carteira e por permissão de profissionais com carteiras vencidas.

Entretanto, cinco jornalistas de diferentes órgãos, entre os quais três públicos e dois privados, estão na iminência de verem caçada a sua carteira, e definitivamente proibidos de exercer a profissão de jornalista em Angola.

Segundo a fonte, na próxima sexta-feira, dia 10, o conselho de disciplina da CCE vai apreciar o processo dos cinco jornalistas que constam da lista de cassação da carteira profissional.

Em 2025, a Comissão da Carteira e Ética aplicou sanções disciplinares a cerca de 100 jornalistas por infracções éticas e deontológicas, tendo já multado e punido vários profissionais.

Na lista de órgãos de comunicação social a serem atingidos pelas futuras sanções da CCE por claro desrespeito à Lei sobre o estatuto do jornalista, constam as Edições Novembro, a Televisão Pública de Angola (TPA), a TV Zimbo, a Rede Girassol, a Rádio Despertar, o Jornal Expansão, o Novo Jornal, a Rádio Marginal, a Rádio Mais., e outros órgãos.

A CCE reafirma que tanto os jornalistas como as entidades patronais serão responsabilizados nos termos da Lei sempre que se verifique o incumprimento das normas legais e profissionais.