Jacinto Kavanda e Abel Manico, 34 e 39 anos de idade, estão ao serviço da empresa Afritectos na construção de um hospital de referência no município da Catumbela, em Benguela, cujas obras levam mais de um ano de atraso.

Por este constrangimento, um reflexo das limitações financeiras do Governo angolano, começa a ser narrado o drama de centenas de jovens numa empreitada que descortina falta de sustentabilidade na construção civil em Angola.

Em mais um dia de labuta, à entrada do local das obras para a unidade sanitária, Kavanda, Manico e outros jovens (como ilustra a imagem) apresentam dificuldades comuns, como baixos salários, falta de equipamento de protecção e trabalho sem alimentação num período de dez horas diárias.

Eles dizem que são obrigados a adquirir botas, capacetes e coletes com os seus salários, que ficam, em média, na casa dos 50 mil Kwanzas, metade do estipulado por lei. "Quem vem sem botas, é despedido, deve regressar e tentar arranjar", vincou Kavanda, que ouviu, entre murmúrios de um grupo com gente revoltada, um companheiro acrescentar que "a falta de contrato de trabalho facilita os despedimentos".

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