Em Janeiro de 1997, sete meses antes da sua morte, Diana de Gales visitou o Huambo, em Angola, numa missão da Cruz Vermelha Internacional.
"Lady Di" era uma das maiores defensoras da retirada das minas terrestres dos antigos campos de guerra, tendo trabalhado com diversos organismos internacionais de desminagem.
Milhares de vítimas de minas em Angola passaram a ter, a partir da sua mediática passagem pelo país, maior atenção do Governo e da comunidade internacional.
Diana visitou o bairro de Santo António e as imagens de uma das figuras mais marcantes da época com crianças mutiladas por minas terrestres e a atravessar um campo minado colocaram o assunto na agenda internacional e conquistaram o compromisso de 157 países para a assinatura, no mesmo ano, do tratado de OTTAWA, que proibiu o uso, produção, transferência e armazenamento de minas terrestre e anti-pessoais, além de vincular todos os estados a destruir os stocks existentes e a limpar as áreas minadas.
Foi com os olhos postos nesses dias que o vice-governador do Huambo para o sector social e político, Guilherme Tuluca, recordou hoje "Lady Di" durante a cerimónia comemorativa dos 20 anos da sua visita, dizendo que "a devoção da princesa mobilizou a comunidade internacional, pois minimizou o sofrimento das vítimas das minas, a quem prestou solidariedade".
Até à data, em Angola, foram desminados 2 330 km de estradas, 710 km de fibra óptica, 229 km de linhas de transporte de energia eléctrica de alta e media tensão, 445 km de linhas férreas, uma superfície total de 54. 108. 319 metros quadrados, correspondendo a mais de cinco mil campos de futebol de área agrícolas, reservas fundiárias e passagens hidroeléctricas, entre outras de interesse das comunidades.
Estas acções resultaram na identificação e destruição de 17 031 minas anti-pessoais, 669 minas anti-tanques e 35 487 engenhos explosivos não detonados.

