Por três vezes, a selecção egípcia já tinha marcado presença no Campeonato do Mundo (1934, 1990 e 2018). Esta é a quarta participação dos norte-africanos na principal competição de selecções.

Com excepção da estreia em 1934, edição em que não existiu fase de grupos e o formato levou o Egipto directamente aos oitavos-de-final, a caminhada mundialista nunca passou da primeira fase: terminou em 4.º lugar do grupo em Itália, com dois pontos, e repetiu a posição na Rússia, em 2018, sem qualquer ponto conquistado.

Nesta edição, o maior artilheiro da história do país, Hossam Hassan, marcou o "golo da carreira" como seleccionador ao conduzir uma geração com identidade e sentimento de pertença à primeira vitória no torneio.

A equipa, construída em torno de um ícone como Mohamed Salah, da experiência de Zizo e Mahmoud Trézéguet e de novos talentos como Omar Marmoush e Emam Ashour, entrou em campo já a saber do empate entre Bélgica e Irão.

Do outro lado, os "All Whites" começaram mais fortes. Aos 13 minutos, Elijah Just obrigou Mostafa Shobeir a uma defesa apertada, com o guardião egípcio a desviar para canto.

Na sequência da bola parada, Tim Payne colocou a bola na área e Finn Surman voou para cabecear para o 1-0. O golo veio espevitar os "Faraós".

Até à ida para os balneários, nada se alterou. Na segunda parte, os egípcios regressaram com outro fôlego. Aos 58 minutos, um cruzamento de Mohamed Hany sobrevoou a área neozelandesa e encontrou Mostafa Ziko, que restabeleceu a igualdade.

Aos 66 minutos, o autor do golo combinou com Mohamed Salah num 1-2 e, de calcanhar, deu o toque necessário para o avançado do Liverpool colocar o Egipto em vantagem.

O golo que selou o triunfo surgiu num canto batido pelo próprio Salah, com o suplente utilizado Mohamed Trezéguét a fechar as contas de cabeça aos 82 minutos.

Ao soar do apito, a festa egípcia foi rija em Vancouver, com a liderança garantida no Grupo G, quatro pontos, beneficiando do nulo entre Irão e Bélgica e ficando mais perto do apuramento para os dezasseis avos-de-final. Já a Nova Zelândia terá de vencer a Bélgica na última jornada para continuar em prova.