Grupo E
Após protagonizar uma exibição em que a Alemanha teve de puxar dos galões para ganhar o encontro, os "Elefantes" foram para o relvado com a convicção de que o Curaçao era um adversário plenamente ao alcance.
A Costa do Marfim chegou a este momento sem deixar que a arrogância se instalasse, mas mantendo a humildade e o trabalho que caracterizam a mentalidade de um conjunto orientado por um seleccionador que assumiu o comando da equipa no Campeonato Africano das Nações (CAN) 2023-24, a meio do torneio disputado em casa. O técnico local acabou não só por conquistar o título continental, como por transmitir a crença de que os marfinenses podem ir mais longe em qualquer contexto.
Aos sete minutos, dá-se o primeiro golo para o conjunto orientado por Emerse Faé. Uma perda de bola imperdoável na tentativa de fazer passes para iniciar a construção a partir de trás permitiu um roubo de bola de Yan Diomandé que serviu Nicolás Pépé para o 1-0 de pé esquerdo.
O 2-0 aconteceu na sequência de uma jogada de entendimento colectivo, com o último passe de ruptura de Ibrahim Sangaré a encontrar Nicolás Pépé, que surgiu nas costas da linha defensiva e sentenciou o destino dos caribenhos, garantindo um histórico apuramento aos dezasseis avos-de-final para a sua formação.
O Curaçao teve oportunidades para reduzir, sobretudo por intermédio de Leandro Bacuna e Sherel Floranus, mas não conseguiu marcar devido à solidez da exibição dos marfinenses.
Para lá da linha, Equador alcança dezasseis-avos após vitória sobre Alemanha
A caminhada do Equador já é histórica. Os sul-americanos vão tocar, pela primeira vez, os dezasseis avos-de-final de um Campeonato do Mundo, depois de um triunfo por 2-1 sobre uma Alemanha que já tinha o apuramento garantido.
Antes do embate diante da "Mannschaft", o técnico Sebastián Beccacece admitiu, citado pela GloboEsporte, a possibilidade de sair do cargo caso os equatorianos fossem eliminados do torneio.
"Temos a possibilidade de seguir em frente e, se as coisas não derem certo, terei que deixar um lugar que amo. Mas sei que tudo se resume a resultados".
Sob pressão e com as emoções à flor da pele, os jogadores da "La Tricolor" perfilavam-se e cantavam o hino nacional com orgulho.
Era esse sentimento que levavam para o relvado, conscientes de que tinham pela frente os líderes do grupo.
O arranque dos germânicos foi forte. Aos dois minutos, Leroy Sané rematou colocado e parecia anunciar uma goleada. Contudo, a resposta equatoriana não tardou.
Minutos depois, Nilson Ângulo armou o aro e disparou a flecha que terminou no fundo das redes.
No recomeço da partida, a Alemanha chegou a beneficiar de um penálti, mas o lance acabou anulado pelo VAR após revisão por falta de Leroy Sané sobre um adversário.
O tento da vitória foi assinado na sequência de um canto por Gonzalo Plata com o pé esquerdo em antecipação a Manuel Neuer.
No final do encontro, Sebastián Beccacece correu em direcção às bancadas e festejou três pontos que valeram ouro para uma selecção que teve vários percalços nesta edição do Mundial.
Grupo D
Turquia parte gongo no fim e evita registo imaculado norte-americano
A já qualificada selecção dos Estados Unidos da América (EUA) viu a invencibilidade cair diante da Turquia, que venceu por 2-3, num jogo em que os co-anfitriões queriam terminar a fase de grupos em primeiro lugar e sem derrotas.
Não havendo qualquer possibilidade de avançar para a próxima ronda, a selecção euro-asiática despediu-se da competição com uma exibição de orgulho.
Os homens de casa deram o golpe inicial, aos dois minutos, por intermédio de Auston Trusty, que, na sequência de um canto, apareceu sem marcação, dominou a bola e rematou à vontade para o 1-0.
Os turcos, porém, não quiseram ser meros espectadores de uma "parada" norte-americana e restabeleceram a igualdade por Arda Güler, que, isolado, marcou o primeiro golo do Campeonato do Mundo para a selecção da lua crescente e da estrela.
Aos 30 minutos, os EUA por pouco não faziam o 2-1. O VAR anulou um tento a Mark McKenzie por fora-de-jogo.
Pouco depois, uma boa jogada ofensiva terminou com Baris Alper Yilmaz, a quem a FIFA atribuiu o golo, a desviar a bola antes de esta entrar para o 1-2.
Aos 48 minutos, Sebastian Berhalter aproveitou uma confusão na grande área das "Estrelas Crescentes" e do meio da rua restabeleceu a igualdade.
No entanto, como que guiados pela mística do Império Otomano, a formação turca agarrou-se à crença de que era possível ganhar.
Aos 63 minutos, Christian Pulisic viu um remate atabalhoado ir ao poste.
A caminhar para o final do encontro, o seleccionador turco, Vincenzo Montella, fez de ilusionista e tirou da manga duas cartas decisivas, Can Uzun e Kaan Ayhan.
Os suplentes vestiram a capa de cavaleiro: Can Uzun e Kaan Ayhan surgiram ao cair do pano como heróis improváveis e, num instante, inscreveram o seu nome no livro da selecção turca na competição.
Austrália e Paraguai anulam-se, Socceroos seguem viagem e Albirroja fica com a calculadora na mão
A Austrália e o Paraguai não conseguiram ir além de um nulo. Este resultado permitiu aos "Socceroos" confirmar a passagem à fase seguinte, enquanto a formação sul-americana ficou dependente da classificação dos melhores terceiros para saber se continua em prova.
Grupo F
Países Baixos confirmam bom momento no Mundial e colocam bagagem da eliminada Tunísia na porta
Os Países Baixos confirmaram o bom momento na competição ao vencer a Tunísia por 3-1 e garantiram o primeiro lugar do grupo, carimbando a passagem à fase a eliminar.
Depois do empate no arranque frente ao Japão (2-2) e da goleada aplicada à Suécia (5-1), a formação orientada por Ronald Koeman manteve a regularidade, arrumou as hipóteses das "Águias de Cartago" e selou a despedida dos magrebinos, marcada por três derrotas na competição.
Japão segura Suécia e carimba passagem à fase a eliminar
Em mais uma edição do Campeonato do Mundo, os japoneses prosseguem para a fase seguinte. Um empate a 1-1 foi tudo que bastou para os "Samurais Azuis" sacarem um ponto precioso aos suecos.
A consistência nipónica ficou demonstrada ao longo da fase de grupos com um empate a duas bolas com o líder, Países Baixos, bem como um triunfo frente a Tunísia por 4-2.
Por sua vez, a formação escandinava alimenta ainda a esperança de ser um dos melhores terceiros.





























































