À porta do projecto, centenas de trabalhadores manifestam rejeição à contra-proposta de aumento salarial na ordem de 20 por cento, prosseguindo com as exigências de melhores condições laborais e o fim do que chamam de maus-tratos.
"Se o salário médio é de cem mil kwanzas, este aumento sobe apenas para 120 mil, continua a ser miserável", disseram dois operadores de máquinas.
Acrescentaram que os colegas a residir no Sonaref estarão a ser obrigados a aceitar a contra-proposta e solicitaram intervenção da Inspecção Geral do Trabalho (IGT).
Em fase de testes dos tanques ali edificados, quando se observa uma execução física na ordem de 26%, ressaltam que "o trabalho é de risco, feito a uma altura elevada e com material perigoso".
Os trabalhadores disseram que pretendiam ver o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, avaliar a situação de quem executa a empreitada que é apresentada à opinião pública como uma "visão do Executivo".
"Esteve aqui há umas três semanas, mas não falou com o pessoal. Somos humilhados pelos chineses, não há amor ao próximo", frisou um operador de máquinas que diz estar a braços com problemas pulmonares por conta de um "duro trabalho".
O Novo Jornal vem tentando obter uma reacção da Sonangol, entidade que financia o projecto, mas sem sucesso.
Projectada para processar 200 mil barris de petróleo por dia, a refinaria arranca, de modo parcial, em 2027, ainda sem a gasolina.
A cargo da China National Chemical Engineering Company (CNCEC), custará 6,3 mil milhões de dólares norte-americanos










