O sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa está este Domingo, 18, a ser escolhido por 11 milhões de eleitores, embora em Angola, como, de resto, no exterior do país, jã se tenha pódio votar na passada semana, e também neste Sábado, para os portugueses residentes no país.

Segundo as sondagens, o sucessor de "Ti Celito" (na foto, no período de voto antecipado) deverá ser um dos três candidatos mais citados nos diversos estudos, destacando-se António José Seguro, com o apoio do Partido Socialista (PS), André Ventura, o candidato do Chega, partido da extrema-direita racista em Portugal, e, por fim, com menos possibilidades, Cotrim de Figueiredo, um liberal radical que conta com o apoio do partido Iniciativa Liberal.

De lado parece, sempre de acordo com as sondagens, Marques Mendes, que conta com o apoio do Governo e do Partido Social Democrata (PSD), e ainda Gouveia e Melo, o almirante que antes da campanha era visto como o mais forte candidato ao lugar de Marcelo Rebelo de Sousa.

Mas, provavelmente, o escolhido só surgirá em Fevereiro, quando terá lugar a segunda volta destas eleições Presidenciais, porque, de acordo com todos os estudos de opinião, devido à forte polarização de propostas, nenhum dos candidatos devem conseguir 50% dos votos mais um...

Mais de 11 milhões de eleitores são este domingo chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com recorde de 11 candidatos.

As mesas de voto abrem às 08:00 (09:00 em Luanda) e encerram às 19:00 (20:00, em Angola), em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horários.

A 11.ª eleição para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974 conta com um número recorde de candidatos (11).

São eles, de acordo com a ordem no boletim de voto, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), o músico Manuel João Vieira, Catarina Martins (apoiada pelo BE), João Cotrim Figueiredo (apoiado pela IL), o pintor Humberto Correia, António José Seguro (apoiado pelo PS), Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP), André Ventura (apoiado pelo Chega), António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo.

Estas eleições presidenciais, as mais disputadas de sempre em número de candidatos, mas também a acreditar nas sondagens, procuram inverter o crescimento da abstenção, que em 2021 atingiu o maior valor de sempre.

Há cinco anos, 60,76% dos inscritos não votaram nas eleições que reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa, realizadas no momento mais grave da propagação da covid-19 em Portugal.

O baixo número de votantes resultou também do recenseamento eleitoral automático dos emigrantes com cartão de cidadão válido, que decorreu de uma mudança à lei, feita em 2018.

Em 2021, dos 1.549.380 inscritos no estrangeiro, apenas 29.153 votaram, meros 1,88%. A "gigante" taxa de abstenção lá fora, de 98,12%, contrastou com a registada em território nacional, que foi de 54,55%.

Se algum candidato obtiver mais de 50% dos votos expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 8 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.

Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).