Entre Outubro de 2017 e Dezembro de 2025, durante o mandato do Presidente João Lourenço, institucionalizou-se um sistema de governação económica paralelo. Através de 476 despachos presidenciais (existem muito mais), foi autorizada a contratação pública de bens e serviços no valor global de 61,5 mil milhões de dólares norte-americanos (USD), canalizando fundos equivalentes a 132,9% do valor médio anual do Orçamento Geral do Estado (OGE) aprovado pelo Parlamento. Um valor superior ao PIB de Angola de 2020 (USD 52.416.674.989) e da maior parte dos países da SADC e CEEAC (excepto África do Sul e Angola).
A análise dos 491 despachos (2017-2025) permite concluir que se operou em Angola um sistema de governação económico-financeira paralelo, caracterizado por:
1. Centralização Absoluta da decisão na Presidência;
2. Bypass Sistemático dos procedimentos orçamentais e concorrenciais;
3. Opacidade Estrutural;
4. Concentração Oligopólica;
5. Violação Legal Sistémica e em Grande Escala.
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