Segundo o despacho assinado pelo Chefe de Estado, estas intervenções são indispensáveis à plena operacionalidade desta unidade hospitalar com capacidade para 252 camas.
O Hospital dos Queimados, baptizado com o nome do primeiro Presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, conta com um dos maiores e mais modernos serviços de hemodiálise do País, assim como três câmaras hiperbáricas, equipamento médico que acelera a cicatrização de feridas complexas, infecções e lesões graves, aumentando drasticamente o oxigénio que é transportado pelo sangue para os tecidos do corpo.
A nova unidade permitirá que Angola passe a tratar, dentro do território nacional, casos altamente complexos de queimaduras, reduzindo a necessidade de evacuações médicas para o exterior, afirmou a ministra um mês antes da inauguração.
Com uma área de construção de mais de 47 mil metros quadrados, distribuída por seis pisos, a unidade conta com 66 camas de cuidados intensivos, das quais nove destinadas à neonatologia, permitindo prestar assistência diferenciada a recém-nascidos, crianças e adultos vítimas de queimaduras.
O Ministério da Saúde refere que a unidade integra o Programa de Expansão e Melhoria do Sistema Nacional de Saúde e está alinhado com os objectivos do Plano de Desenvolvimento Nacional.
Neste despacho presidencial é ainda aprovada a aquisição de serviços de fiscalização, no valor de 1,1 milhões USD.
À Ministra da Saúde é delegada competência, com a faculdade de subdelegar, para a aprovação das peças do Procedimento, bem como para a verificação da validade e legalidade de todos os actos praticados no âmbito do procedimento, incluindo a celebração e assinatura dos contratos.
As obras do hospital dos Queimados foram autorizadas em 2021, depois de um acordo de financiamento de 175,1 milhões USD junto do Standard Chartered Bank, com cobertura da Agência de Crédito à Exportação Inglesa. As obras estiveram a cargo da Omatapalo.


