Georges Chikoti, que foi ministro das Relações Exteriores, é acusado de ter desviado mais de 15 milhões de euros destinados à aquisição de instalações para o Consulado de Angola em Portugal.

Os advogados dos dois arguidos apresentaram ao juiz uma série de questões prévias, antes de entrarem no mérito da acusação.

Até ao momento, os dois arguidos ainda não foram ouvidos, assim como as testemunhas.

Marcos Barrica, antigo embaixador de Angola em Portugal à data dos factos, está arrolado no processo como declarante.

O Ministério Público acusa o antigo chefe da diplomacia angolana do crime de peculato e o empresário Bartolomeu Dias, proprietário do Grupo Bartolomeu Dias, do crime de burla.

Georges Chikoti liderou o MIREX entre 2010 e 2017 e, em 2020, assumiu o cargo de secretário-geral da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP). Bartolomeu Dias é fundador de um dos maiores conglomerados privados do País.

Vários órgãos de comunicação social aguardam, à porta do Tribunal Supremo, a saída dos arguidos da audiência de instrução contraditória.