A visita do Sumo Pontífice a Angola ainda não tem data marcada, agenda e programa, que estão, adiantou Kryspin Dubiel, ainda a ser discutidos com as autoridades angolanas.
A informação foi avançada em conferência de imprensa na Nunciatura Apostólica da Santa Sé em Luanda, acrescentando o representante do Vaticano na capital angolana, porém, não ter detalhas ainda sobre a deslocação do Papa a Angola, apenas que esta deslocação surge enquadrada num périplo pelo continente africano.
Kryspin Dubiel indicou ainda que Leão XIV aceitou o convite do episcopado angolano e do Presidente João Lourenço.
Esta será a terceira visita papal a Angola, depois de João Paulo II em 1992 e Bento XVI em 2009, tendo ambas sido unanimemente consideradas visitas papais de grande relevo no contexto universal.
De acordo com os registos de época, a visita de João Paulo II foi abrangente e passou por diversas províncias enquanto a de Bento XVI foi focada na reconciliação e paz pós-guerra civil.
João Paulo II esteve em Angola em Junho de 1992, altura crucial que coincidiu com o fim de guerra civil, aproveitando para se deslocar a várias províncias como, além de Luanda, Benguela, Huambo, Zaire, Cabinda e Huíla.
Na segunda visita papal a Angola, Bento XVI, em Março de 2009, chegou com uma mensagem assente na paz como caminho do progresso, o perdão e a reconciliação.
Como alguns especialistas estão a sublinhar desde que esta visita de Leão XIV foi anunciada, sendo este um papa diferente de Francisco, tenderá a dar mais importância à defesa do catolicismo em África ao invés do ecumenismo.
E, como tal, a sua presença deverá ser aproveitada para que a igreja católica, mesmo que o não aponte como objectivo oficial, se reposicione no âmbito da disputa que existe e é evidente pela influência entre a crescente população cristã em Angola onde proliferam centenas de seitas e igrejas evangélicas.
Além disso, o Papa será ainda uma arma cristã num continente onde o islão ganha terreno de forma acelerada e nalguns países do centro do continente começa a ganhar maiorias de fieis em geografias outrora maioritariamente católicas, ou, pelo menos, cristãs, com forte apoio na construção de mesquitas oriunda de países como a Arábia Saudita, a Turquia ou, entre outros, os EAU.

