A promessa feita pela Polícia Nacional de que até Janeiro de 2026 as matrículas antigas seriam substituídas pelo novo modelo que está a ser implementado desde Janeiro de 2024 falhou, e não há, da parte desde órgão do Ministério do Interior (MININT), um prazo para que os proprietários dos veículos possam trocar as antigas matrículas pelo novo modelo.
No dia 10 de Janeiro de 2024, na cerimónia de lançamento do novo modelo de matrícula, o então comandante-geral da PN, Arnaldo Carlos, informou que o processo de troca teria a duração de dois anos a contar daquela data, mas os constrangimentos têm sido mais que muitos, segundo os proprietários dos veículos.
As fontes do Novo Jornal descrevem que existem ainda dificuldades para que os novos modelos de matrícula sejam emitidos fora de Luanda, visto que, num universo de 21 províncias, apenas cinco estão a imprimir a nova série de matrículas, mas Luanda continua a ser a única província a atribuir o número, tal como noticiou o Novo Jornal em Abril do ano passado.
As províncias de Cabinda, Huíla, Huambo e Benguela recebem directamente de Luanda o número de matrícula após ao envio de todo o processo para a Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária (DTSER). Nestas províncias é somente feita a impressão.
No entanto, apesar de destas províncias já emitirem o novo modelo, o número de série contínua a ser de Luanda, ou seja, "LDA", ao contrário do anterior modelo, em que cada província tinha a sua série.
Segundo a Polícia Nacional, na altura, os automobilistas teriam apenas dois anos para actualizarem as suas matrículas. Até ao fim do prazo de troca, as matrículas antigas e novas coabitariam, mas desde aquela data a PN nunca mais se pronunciou a esse respeito.
O Novo Jornal cronometrou o período, e, na semana passada, solicitou à Polícia Nacional esclarecimentos sobre o processo, visto que terminou o prazo dado aos automobilistas para fazerem a troca que era obrigatória, mas não obteve resposta.
Entretanto, a PN reconheceu ter prometido em 2024 que a partir desde mês obrigaria ao uso do novo modelo de matrícula, mas preferiu não falar do assunto quando indagada pelo Novo Jornal.
O então comandante geral da PN, Arnaldo Carlos, disse que as chapas de matrícula "não poderiam continuar a ser produzidas e aplicadas em qualquer esquina, praça ou oficina, sem a observância dos mais elementares requisitos de segurança e sem o devido controlo das autoridades de segurança rodoviária".
Segundo Arnaldo Carlos, as novas chapas cumprem todas as exigências estabelecidas ao nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), e não só, e visam conferir maior controlo do parque automóvel existente no País.
Entretanto, fontes do Novo Jornal junto da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária e do Ministério do Interior, asseguram que o entrave, neste processo, está relacionado com problemas financeiros e contratuais com algumas empresas seleccionadas, que "ainda não estão autorizadas ao mais alto nível".
Em Agosto de 2024 foram muitos os cidadãos e empresas que se queixaram ao Novo Jornal (ver notícia).











