A final desta 35ª edição do CAN ficou marcada por forte polémica e momentos de grande tensão, no último minuto do tempo regulamentar, após oito minutos de compensação.

O árbitro do jogo assinalou grande penalidade a favor de Marrocos, por uma alegada falta sobre Brahim Díaz. A decisão gerou forte indignação entre os jogadores senegaleses que chegaram mesmo a abandonar o relvado em protesto contra a má arbitragem.

A polémica surgiu pelo facto de momentos antes, um golo do Senegal ter sido anulado sobre alegada falta a um jogador marroquino e na jogada a seguir, o árbitro ter assinalado penálti contra o Senegal.

No entanto, os jogadores do Senegal abandonaram o campo, apenas o craque Sadio Mané ficou no relvado e foi convencer o grupo a regressar ao jogo.

O grupo regressou ao relvado e a partida foi retomada. Para a tristeza e frustração de Marrocos, Brahim Diaz falhou a marcação do penálti, pois o guarda-redes Édouard Mendy defendeu, levando o jogo ao prolongamento.

Aos quatro minutos de prolongamento, Pape Gueye marcou o golo do Senegal, congelando por completo o estádio e os milhares de adeptos marroquinos.

Do lado marroquino, o técnico Walid Regragui, não escondeu a frustração e lamentou o penálti falhado no fim do tempo regulamentar.

Com este resultado, o Senegal conquista o seu segundo título continental, depois de conquistar o primeiro em 2021, nos Camarões, onde venceram o Egipto na final.

Marrocos, que acolheu a 35.ª edição do CAN, soma assim o seu segundo título de vice-campeão, depois do alcançado em 2004. O único título que tem do CAN foi conquistado há 50 anos.

Angola participou, nesta edição do CAN, mas não passou da fase de grupos onde ficou na terceira posição com dois pontos, fruto de dois empates e uma derrota.

A próxima edição do CAN, acontece em 2027, e será a última no formate de dois anos, passando a ser de quatro em quatro anos.