Conforme avançado na última edição do Jornal Expansão, "a participação num Mundial tornou-se uma operação empresarial temporária. Entre estágios, deslocações, hotéis, equipas médicas, segurança, tecnologia, comunicação, prémios aos jogadores e logística, os custos podem variar entre 9 e 35 milhões de dólares por selecção, de acordo com o seu estatuto e com o nível de preparação".
A dimensão financeira é apenas uma parte do que significa participar no torneio. O Campeonato do Mundo transformou-se num palco onde se cruzam interesses desportivos, económicos, culturais e sociais, com cada equipa a transportar consigo muito mais do que um conjunto de atletas.
Para algumas selecções, como a Jordânia, esta é uma oportunidade histórica para colocar o país no mapa do futebol internacional. O desafio passa por competir ao mais alto nível e aproveitar uma experiência inédita.
Para outras, como a Argentina, campeã mundial em título, a missão é defender o estatuto conquistado e procurar o bicampeonato, que significaria o quarto título no seu palmarés.
Lionel Messi continua a ser a grande referência de uma geração que fez história, ao lado de nomes como Julián Álvarez, Lautaro Martínez, Emiliano Martínez e Enzo Fernández, protagonistas de uma selecção que procura repetir o feito de 2022 no Qatar.
A Argélia regressa ao grande palco com a ambição de recuperar o prestígio de outras épocas. A selecção norte-africana, que teve a sua melhor campanha em Mundiais em 2014, conta com jogadores como Riyad Mahrez, capitão e uma das maiores figuras do futebol magrebino, além de nomes como Ismaël Bennacer e Amine Gouiri.
Já a Noruega, que volta a um Mundial após 28 anos de ausência, apresenta uma das grandes figuras do futebol actual: Erling Haaland. O avançado do Manchester City é a principal referência da selecção norueguesa, que conta também com jogadores de qualidade como Martin Ødegaard, Andreas Schjelderup, Patrick Berg, Sander Berge e Fredrik Aursnes.
O Iraque, pela segunda vez no Campeonato do Mundo, 40 anos depois da estreia no México 1986, é motivado por uma nova geração com Ali Jasim à cabeça.
A Áustria chega com uma tradição mais antiga na competição e procura repetir momentos marcantes da sua história, como a campanha de 1954, quando alcançou o terceiro lugar. David Alaba, Marcel Sabitzer, Christoph Baumgartner, Florian Grillitsch, Konrad Laimer e Marko Arnautović são alguns dos nomes a destacar.
Nesta viagem colectiva, nenhuma das selecções quer ficar pelo caminho. Todas procuram prolongar o trajecto rumo ao troféu mais desejado do futebol mundial, conquistado até hoje por apenas oito países.
Calendário do dia (hora de Angola)
16 de Junho
França x Senegal - 20h00 - Estádio MetLife (Nova Jérsia)
Iraque x Noruega - 23h00 - Estádio Gillette (Nova Inglaterra)
17 de Junho
Argentina x Argélia - 02h00 (madrugada de terça para quarta-feira) - Kansas City
Áustria x Jordânia - 05h00 - São Francisco























