A estirpe Bundibugyo não tem vacina nem tratamento aprovado e a resposta está a ser travada pelo conflito entre soldados e milicianos no Leste e pela preferência aos serviços dos curandeiros ou feiticeiros, avança a imprensa internacional.

Estes números superaram os 3.470 casos registados no surto de 2018-2020, que demorou 235 dias para atingir a mesma marca.

Segundo a CNN, a estirpe Bundibugyo tem taxa de letalidade estimada em 44,3%.

O surto actual só perde agora para a epidemia registada entre 2014-2016 na África Ocidental, quando foram registadas 28.600 ocorrências.

Até ao momento, foram também contabilizados 20 casos e duas mortes no Uganda.

O surto já ultrapassou as fronteiras de África. Um médico francês que regressou da RDC testou positivo em França, sendo o primeiro caso registado fora do continente da epidemia.

O paciente foi imediatamente isolado e as autoridades francesas garantem que o risco para a população europeia é "muito baixo".

De acordo com o HealthNews - jornalismo de saúde, "a geografia do alastramento abrange cinco províncias - Ituri, que permanece como epicentro, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé e, mais a oeste, Tshopo -, o que tem exigido deslocações logísticas complexas e a mobilização de brigadas em terrenos florestais e urbanos".

Além disso, o Governo da RDC reconheceu que "os desafios operacionais identificados, nomeadamente a segurança das equipas, a capacidade dos centros de tratamento e o abastecimento de materiais, estão a ser abordados no âmbito de um plano de acção conjunto com parceiros internacionais", não tendo estabelecido prazos ou metas intermédias, refere a fonte.