Numa declaração política emitida esta quinta-feira, 28, o Comité Central da FNLA diz que "ficou muito preocupado e chocado" com a criação de uma frente única de partidos políticos, com fins de estratégia eleitoral para a alternância em 2027, com a anuência do seu presidente.

Segundo a FNLA é competência do Comité Central mandatar o Bureau Político para negociar acordos, contratos, convenções ou plataformas e assumir compromissos que estejam de acordo com os interesses do partido ou do País.

O partido fundado por Holden Roberto repudia e condena "veementemente" a atitude do presidente, Nimi- a - Nsimbi, que está envolvido neste acordo sem o consentimento do Comité Central.

"O irmão Nimi-a-Nsimbi demostrou, mais uma vez, que é o violador mor dos estatutos ao tomar, unilateralmente, a decisão de assumir um acordo para a aliança, sem autorização dos órgãos deliberativos do partido, por quanto os estatutos estabelecem que é competência do Comité Central decidir tal acto", diz a declaração.

Por outro lado, o presidente do partido Renova Angola, Manuel Fernandes, também desmentiu a formação de uma nova coligação política com o Bloco Democrático (BD).

O dirigente esclareceu que o partido não integra frentes ou coligações à margem da CASA-CE, salientando que conversações anteriores foram apenas exploratórias e sem deliberação oficial.

"Enquanto dirigente não podemos tomar nenhuma decisão sem a autorização prévia do órgão deliberativo do partido", afirmou.

O líder do PDP-ANA, Abreu Capitão, também negou a existência de qualquer compromisso eleitoral ou integração oficial numa frente alternativa.

O Bloco Democrático iniciou discussões com várias formações políticas para evitar a sua extinção nas eleições de 2027, mas as tentativas de formalização de uma nova coligação têm enfrentado recusas de outras formações políticas.

O Bloco Democrático (BD) corre o risco de extinção jurídica nas eleições de 2027, caso não concorra de forma autónoma ou coligada formalmente.

A legislação do País dita o fim de um partido se este falhar a participação, por duas vezes consecutivas, num pleito eleitoral com candidatos e programa próprios.