"O conflito centra-se na existência de duas comissões preparatórias em disputa para o 6º congresso. Uma indicada pela direcção do actual presidente, Nimi-a-Simbi, e outra criada pelo Comité Central", disse esta segunda-feira, 29, ao Novo Jornal, o porta-voz dos militantes, Vita Francisco.
Os subscritores da carta entregue ao gabinete dos partidos políticos do Tribunal Constitucional, segundo o político, acusam o líder do partido de infringir os estatutos internos, as normas e princípios que regem aquela formação.
De acordo com os militantes, a grave crise interna enfrentada pela FNLA, marcada especialmente por divisões em torno da preparação do congresso, vai prejudicar o partido nas próximas eleições de 2027.
Para além da carta dos militantes, o Comité Central do partido também já remeteu ao TC um conjunto de acusações internas relacionadas com alegadas violações dos estatutos da FNLA e com o que consideram ser uma falta de capacidade de liderança por parte da actual direcção.
O presidente da FNLA, Nimi a Simbi, tem vindo a refutar publicamente as acusações de "ditador" e de violação dos estatutos.
Recorde-se que Nimi-a-Simbi foi eleito presidente da FNLA no congresso realizado em 2021, assumindo então o compromisso de reunificar os militantes após um longo período de instabilidade interna durante a liderança de Lucas Bengui Ngonda.



