Esta nova unidade de saúde nacional, que fica na Centralidade do Kilamba, em Luanda, apontou ainda Sílvia Lutucuta, faz parte dos "importantes avanços alcançados pelos país na área da saúde.

Segundo a ministra, a unidade hospitalar vai integrar a rede nacional de referência para o tratamento de pacientes com queimaduras de elevada complexidade e assegurou igualmente que o Executivo está determinado a investir nos meios necessários para garantir uma assistência moderna aos pacientes queimados.

Sílvia Lutucuta garantiu que a unidade dispõe de condições estruturais para responder aos casos de maior complexidade, contando com áreas específicas para o tratamento do grande queimado.

Conforme a ministra, o hospital, a ser inaugurado nos próximos dias pelo Presidente da República, João Lourenço, dispõe de quartos especializados e de 66 camas de Cuidados Intensivos, das quais nove destinadas à neonatologia, permitindo prestar assistência diferenciada a recém-nascidos, crianças e adultos vítimas de queimaduras.

A nova unidade permitirá que Angola passe a tratar, dentro do território nacional, casos altamente complexos de queimaduras, reduzindo a necessidade de evacuações médicas para o exterior.

Segundo a número um do MINSA, o tratamento do grande queimado deve assentar numa verdadeira abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e outros profissionais, colocando a humanização dos cuidados como um dos principais pilares da assistência.

"Angola já alcançou importantes avanços na área da saúde, mas o País deve elevar ainda mais o nível de excelência dos seus serviços. O Sistema Nacional de Saúde já tem um "Ferrari", mas o grande desafio consiste agora em colocá-lo na pista da Fórmula 1 e vencer", disse a ministra.

Sílvia Lutucuta assegurou que o Executivo está determinado a investir nos meios necessários para garantir uma assistência moderna aos pacientes queimados.

"Se existem novas técnicas e produtos mais eficazes para o tratamento das queimaduras, devemos adquiri-los. Não podemos continuar a utilizar práticas ultrapassadas quando a ciência já oferece soluções mais eficazes para aliviar o sofrimento dos nossos pacientes", afirmou.

O Novo Jornal soube que mais de 950 profissionais de saúde estão a ser capacitados para assegurar o funcionamento do hospital dedicado exclusivamente ao tratamento de queimados.

Segundo a ministra, a construção de infra-estruturas hospitalares modernas deve ser acompanhada da formação de recursos humanos.

A ministra enfatizou que não basta construir hospitais equipados com tecnologia avançada sem profissionais preparados, capazes de responder aos desafios da assistência especializada.

A expectativa, segundo a ministra da Saúde, é que este Hospital dos Queimados se transforme não apenas numa unidade de assistência especializada, mas também num centro nacional de formação, investigação e disseminação de boas práticas.