Segundo o SIC, em comparação com o ano anterior, estes números registam uma ligeira redução, mas a capital do País, Luanda, continua a ser a província com o maior número de ocorrências.

Só de Janeiro a Setembro de 2026, Luanda registou um total de 9.586 crimes, com a detenção de 7.783 cidadãos.

Os dados foram avançados pelo director-geral do SIC, Luciano Tânio da Silva, durante a abertura do IX Conselho Consultivo Alargado do Serviço de Investigação Criminal, que decorre de 8 a 9 de Outubro, na Academia de Ciências e Tecnologias, município do Kilamba, em Luanda.

Segundo o responsável máximo do órgão de investigação criminal no País, o SIC não pode permitir que a criminalidade evolua mais rapidamente do que a sua capacidade de investigar, prevenir e combater o crime.

Conforme o director-geral, o SIC está preparado para responder e investigar crimes de toda a natureza.

Já o ministro do Interior, Manuel Homem, afirmou, durante a sessão de abertura, que o SIC não pode limitar-se a reagir aos acontecimentos, devendo desenvolver a capacidade de antecipar ameaças, produzir inteligência criminal, investigar com rigor, agir com oportunidade e apresentar resultados sustentados pela ciência, pela prova e pela lei.

O ministro apelou ao sentido de responsabilidade individual e colectiva dos efectivos.

"Queremos um SIC mais unido, mais disciplinado, mais próximo do cidadão e que cada um compreenda que a sua actuação está directamente relacionada com o órgão", afirmou.