Tragédia na abertura do Girabola: PR ordena inquérito, dirigente desportivo acusa a Polícia

Novo JornalPublicado 11/02/2017 11:56:00

José Eduardo dos Santos ordenou a abertura de um inquérito para se apurar as causas do "grave incidente" que ontem resultou na morte de pelo menos 17 pessoas no Uíge, na partida inaugural do Girabola 2017. Para o presidente do clube da casa, Santa Rita de Cássia, "ocorreu um erro grave da polícia".

Foto: Ampe Rogério

O Presidente da República dirigiu uma mensagem de condolências às famílias das vítimas e instruiu o governo da província do Uíge a prestar todo o apoio necessário aos mais de 60 feridos da tragédia que ontem manchou a abertura da presente edição do Girabola.

José Eduardo dos Santos orientou ainda às autoridades competentes para a abertura de um inquérito para se apurar as causas do "grave incidente", da mesma forma que o Ministério da Juventude e Desportos também solicitou à Federação Angolana de Futebol, à Associação de futebol local e às autoridades da província do Uíge que averiguem o que se passou.

De acordo com a equipa da casa, o Santa Rita de Cássia, que se estreia esta época no principal campeonato angolano de futebol, o incidente terá sido provocado por um forçar da entrada no estádio pelas pessoas, que causou a morte, por asfixia, de vários adeptos, incluindo crianças.

"Ocorreu um erro grave da polícia, ao deixar a população aproximar-se do campo. Muitos não queriam pagar e os que tinham bilhetes não conseguiam entrar. Depois começou a confusão. É muito triste", disse, à agência Lusa, o presidente do Santa Rita, Pedro Nzolonzi.

O responsável garante que cumpriu a "obrigação de enviar cartas às forças de segurança" com antecedência, para assegurar o policiamento, reforçando, por isso, as críticas à acção policial.

"Uíge é um povo que gosta de futebol e todo o mundo queria entrar no campo. Foi uma falha grave. A culpa disto tudo é da polícia. E era fácil evitar: era só alargar o cordão de segurança", lamentou.

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