"A operação KickOff serve para dar o pontapé de saída da nova época desportiva, com uma mensagem clara: a violência não tem lugar nos nossos recintos desportivos", começou por explicar o comissário da PSP de Lisboa, Tiago Costa, citado pelo Correio da Manhã.
Segundo o responsável, a acção policial decorreu de um inquérito instaurado na sequência da rixa que levou à detenção de 124 adeptos, em Fevereiro. No decurso da investigação, as autoridades concluíram que "dez desses adeptos tinham cometido condutas muito mais gravosas do que aquelas que tínhamos pensado. Estamos a falar de uma tentativa de homicídio, pontapés na cabeça de uma vítima que estava indefesa no chão, agressões com barras de ferro, tochas deflagradas junto ao corpo dessa vítima."
O comissário da PSP de Lisboa acrescentou que "os indícios recolhidos levaram à emissão de mandados de busca e detenção contra estes dez arguidos, que foram hoje cumpridos".
De acordo com a mesma fonte, os dez detidos não tinham qualquer condenação, mas já estavam referenciados pelas autoridades por alegado envolvimento noutras situações de violência semelhantes.
Ao longo dos anos, os "No Name Boys" têm estado associados a vários episódios de violência envolvendo grupos rivais, nomeadamente a claque "Juve Leo", do Sporting Clube de Portugal. Um dos casos mais marcantes ocorreu em 1996, quando um very-light disparado a partir da bancada afecta aos adeptos do Benfica atingiu mortalmente o adepto sportinguista Hugo Mendes, de 36 anos, durante a final da Taça de Portugal.
