A ministra da Saúde, que esta quinta-feira lançou oficialmente o concurso público para o recrutamento de 6.000 novos profissionais para o SNS, numa iniciativa apresentada como um dos maiores reforços de recursos humanos do sector nos últimos anos informou que os candidatos deverão efectuar a inscrição através do portal oficial (https://concurso-minsa.ao).
As candidaturas para as unidades sanitárias sob gestão da Administração Local estarão abertas entre 13 e 31 de Julho, através da plataforma electrónica disponibilizada pelo Ministério da Saúde.
Já os concursos destinados às instituições do órgão central serão realizados através da plataforma do ENAPP (https://www.enapp.gov.ao/), cujas datas serão anunciadas entretanto.
Os candidatos deverão apresentar a documentação exigida, nomeadamente fotografia tipo passe, Bilhete de Identidade, certificado de habilitações literárias, declaração do INAAREES (para formação realizada no exterior), carteira profissional (quando aplicável).
Sílvia Lutucuta esclareceu que, das 6.000 vagas, 2.963 se destinam às unidades sanitárias sob tutela da Administração Local do Estado e 3.037 às instituições do órgão central.
O concurso contempla 1.545 vagas para médicos, 1.828 para enfermeiros, 1.255 para técnicos de diagnóstico e terapêutica, 1.067 para profissionais da área de apoio hospitalar, 220 para o regime geral da Administração Pública e 85 para trabalhadores sociais", acrescentou a governante.
Angola conta com um total de aproximadamente 50.564 enfermeiros e técnicos de enfermagem. Em relação aos médicos, o país possui cerca de 0,18 profissionais por cada mil habitantes, o que equivale a um rácio próximo de um médico para cada 5.400 habitantes.
A ministra sublinhou que a prioridade será dada às províncias com maior défice de profissionais de saúde, nomeadamente as novas províncias do leste do País, bem como às futuras unidades hospitalares que entrarão em funcionamento até ao primeiro semestre de 2027.
Um dos principais alertas deixados pela ministra foi dirigido aos candidatos para que não sejam vítimas de esquemas fraudulentos.
A governante reafirmou que todo o processo concursal é gratuito, alertando para a existência de burladores que prometem facilitar admissões mediante pagamento.
"O concurso é gratuito. Ninguém deve pagar qualquer valor para concorrer. Quem tentar cobrar dinheiro está a praticar uma fraude", advertiu.
Respondendo às perguntas dos jornalistas, a ministra esclareceu que a distribuição das vagas privilegia as províncias com maior carência de profissionais, recomendando aos candidatos que não concentrem as suas escolhas apenas em Luanda.
Segundo explicou, as notas de corte tendem a ser mais elevadas na capital devido à forte procura, enquanto outras províncias oferecem maiores oportunidades de ingresso.
"Angola precisa de profissionais em todo o território nacional. Não devemos concorrer apenas para Luanda", apelou.
A responsável anunciou igualmente que a distribuição detalhada das vagas por província e unidade sanitária será divulgada nos próximos dias nos canais oficiais do Ministério da Saúde.
Durante a conferência foi igualmente apresentado o ponto de situação do concurso público interno para promoção de categoria.
De acordo com os dados divulgados, das 34.703 vagas previstas, já foram registadas 30.254 candidaturas, envolvendo profissionais de diversas carreiras do sector da saúde.
No encerramento da sessão de perguntas e respostas, a ministra salientou que, durante o actual ciclo governativo, o Executivo já promoveu o enquadramento de mais de 46 mil profissionais de saúde, considerando tratar-se do maior esforço de recrutamento realizado no sector.
A governante acrescentou que o Ministério continua a investir na especialização dos quadros nacionais, visando elevar a qualidade técnica, ética e humanizada dos serviços prestados aos cidadãos.
A conferência terminou com um apelo aos profissionais para que concorram com responsabilidade, preparem devidamente a documentação exigida e utilizem exclusivamente as plataformas oficiais, reafirmando que o fortalecimento dos recursos humanos constitui uma das principais prioridades para a consolidação do Serviço Nacional de Saúde.

