Ao Novo Jornal, o porta-voz da UNITA Francisco Fernandes Falua, referiu que muita gente, face às graves dificuldades económicas e escassez de recursos básicos, priorizam o trabalho informal e a garantia do sustento diário em detrimento da deslocação para a actualização de dados.

"A UNITA tem apelado activamente à adesão massiva dos cidadãos, militantes e jovens para realizarem a actualização do registo eleitoral oficioso, mas temos informações de que devido as dificuldades económicas muitos não querem perder tempo nas filas", acrescentou o porta-voz.

De acordo com o político, a fraca adesão dos cidadãos ao processo de registo eleitoral pode prejudicar "gravemente" a lisura e a representatividade do processo democrático.

"Queremos mudança do regime nas próximas eleições de 2027. Se houver fraca adesão essa mudança não vai acontecer", disse.

Segundo dados do Ministério da Administração do Território, pelo menos 126.334 cidadãos já actualizaram os dados e realizaram a prova de vida para o registo eleitoral oficioso em todo o território nacional.

O processo arrancou a 15 de Junho e decorre até 31 de Março de 2027.