Percurso das equipas:

A Alemanha alcançou os dezasseis-avos-de-final como uma das selecções mais consistentes da fase de grupos, depois de terminar no primeiro lugar do Grupo E com uma campanha marcada pelo equilíbrio entre controlo, qualidade individual e capacidade ofensiva.

Do outro lado, o Paraguai aparece como uma das surpresas da competição. A formação sul-americana garantiu a passagem à fase a eliminar com base numa organização defensiva forte, disciplina táctica e capacidade para competir diante de adversários teoricamente superiores.

A equipa orientada por Julian Nagelsmann parte com favoritismo pela profundidade do plantel e pelo peso histórico, mas os paraguaios já demonstraram que sabem fechar espaços e transformar jogos equilibrados em batalhas.

Chaves para a vitória:

A "Mannschaft" terá de impor o ritmo que pretende, fazendo a bola circular e obrigando o Paraguai a correr atrás dela durante longos períodos, enquanto procura desmontar a organização defensiva sul-americana.

A criatividade de Florian Wirtz, a chegada dos médios e a capacidade de atacar os corredores podem ser decisivas.

O Paraguai terá de repetir a intensidade sem bola, reduzir os espaços e aproveitar as transições, onde os sul-americanos podem causar problemas.

Factor-X:

Deniz Undav pode ser o elemento capaz de desbloquear uma partida fechada pela capacidade no um para um.

Miguel Almirón regressa de suspensão e é a principal ameaça pela velocidade e capacidade de desequilíbrio na "Albirroja".

Só uma selecção seguirá em frente. 24 anos depois, Alemanha e Paraguai voltam a encontrar-se num duelo onde a história pesa, mas o presente decide.