Na 3ª Sessão Ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros e, de acordo com o comunicado final, a medida enquadra-se na política de estímulo à produção nacional.
Com a decisão pretende-se "garantir o escoamento do milho produzido em Angola, incentivar a agricultura, particularmente a produção familiar, e reduzir progressivamente a dependência das importações".
Segundo dados oficiais, a produção anual de milho ronda entre 3,6 e 4,5 milhões de toneladas, representando pelo menos 20% de toda a produção agrícola do País, valor ainda abaixo das necessidades de consumo, estimadas em dez milhões de toneladas por ano.
Na abertura de um encontro com industriais e produtores de milho na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, afirmou que Angola precisa de triplicar a produção para alcançar a segurança alimentar e criar reservas.
Referiu, igualmente, que, apesar da campanha agrícola 2024-2025 ter registado mais de 3,6 milhões de toneladas, o País teve de importar aproximadamente 350 mil toneladas, no valor aproximado de 123 milhões de dólares, para suprir as necessidades internas.
José de Lima Massano justificou ainda a importação com dificuldades na ligação entre produtores e industriais, situação que "por vezes leva à autorização de importações para manter o funcionamento da indústria, mesmo quando há produção disponível no País".
"No caso concreto do milho, na nossa realidade, serve tanto para consumo humano, como animal, daí que a demanda é crescente", concluiu.
