Isto, porque já morreram pelo menos mil pessoas em quase 2-500 casos confirmados laboratorialmente desde que a 17ª epidemia desta febre hemorrágica que mata perto de 40% dos infectados foi declarada a 15 de Maio.~
Ao mesmo tempo, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) já alertou, esta epidemia na República Democrática do Congo mostra uma inigualável velocidade na sua expansão geográfica e no contágio entre as pessoas que partilham as áreas onde já chegou.
Sendo o epicentro da eclosão da infecção a cidade de Bunia, capital da província congolesa de Ituri, no leste do país, junto à fronteira com o Uganda, o vírus já alastrou para, além do Uganda, o Ruanda, embora com casos por confirmar, e para as províncias vizinhas dos Kivu Sul e Norte.
Os países em maior risco são agora o que têm fronteira com a RDC, Angola, onde já estão em vigor medidas de vigilância e controlo, Zâmbia, República do Congo, República Centro-Africana, Sudão do Sul, Uganda, Ruanda, Burundi e Tanzânia, através do Lago Tanganica.
Como o nov0o jornal tem vindo a acompanhar (ver links em baixo) esta epidemia é diferente das anteriores porque o vírus responsável (Bundibugyo) não tem vacinas nem tratamentos conhecidos.
E também matou pessoas a um ritmo mais acelerado do que qualquer outro surto registado, incluindo o de 2013-2016, considerado o pior da história, com mais de 11.000 mortos em pelo menos 28.000 casos, mas em oito meses, na África Ocidental, com epicentro na Serra Leoa, Libéria e Conacri.







