Esta tragédia ferroviária de "grande impacto", como já a qualificou o Governo de Madrid, em Espanha, um dos países europeus onde a comunidade angolana mais tem crescido nos últimos anos, acontece apenas 9 meses depois de um acidente igualmente dramático e na mesma linha, entre Madrid e Sevilha, no sul do país.

A RENFE, a empresa que gere a ferrovia espanhola, confirmou, avançou o diário El Mundo, no seu site online, que um dos comboio era da empresa estatal AVE (Alta Velocidade Espanhola) e um outro da Iryo, igualmente de alta velocidade mas privado.

Segundo a protecção civil estanhola, dados referentes às 11:00 apontavam para 46 mortos, embora os media espanhóis fossem claros ao paontar para a possibilidade deste número subir nas próximas horas.

À mesma hora ainda não havia informações claras sobre as causas do acidente, mas sabia-se que uma das composições estava parada nos carris, próximo da localidade de Urda, Toledo, tendo sofrido um embate violento por detrás, estimando-se que o choque ocorreu a mais de 100 kms/h.

Contudo, e segundo informações preliminares veiculadas pelos media do país, a colisão resultou de uma ordem errada dada por um controlador que gere a ferrovia do país a partir de Atocha, Madrid, o que coloca como mais provável como razão da tragédia uma falha humana, embora resultante da avaria de um sistema de segurança e sinalização automático.

Segundo a imprensa espanhola, esta avaria no sistema automatizado de sinalização levou à paragem de pelo menos uma dezena de comboios em toda a região sul do país, incluindo a linha Madrid-Sevilha, onde ocorreu esta colisão.

O problema serias assim o comboio da Iryo ter sido imobilizado pela avaria mas a ordem dada para o comboio da RENFE avançar deveria ter sido evitada face ao conhecimento que já existia nesse momento da possibilidade de composições paradas na linha.