Enquanto Luanda envia o Chefe da Casa Civil, Windhoek, Kigali, Kinshasa e Maputo vão para a Rússia com o número um.

O homem indicado para representar Angola em Moscovo, nos dias 28 e 29 de Outubro, pelo Presidente da República, João Lourenço, é o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Dionísio da Fonseca, num evento a ser co-presidido por Vladimir Putin e pelo Presidente da União Africana, Évariste Ndayishimiye, com 48 países e 22 Chefes de Estado confirmados.

João Lourenço efectuou uma visita oficial a Moscovo em Abril de 2019.

Segundo fonte diplomática ouvida pelo semanário, os convites do Kremlin foram sendo respondidos com a alegação de não haver espaço na agenda.

Porém, no mesmo período, no âmbito da diversificação da economia e atracção de investimentos, o Presidente da República visitou Japão, China, EUA, França, Noruega, Espanha, Portugal, Reino Unido, Itália e Brasil.

Isso torna a situação mais perplexa, levantando questionamentos se a ausência terá ou não a ver com a aproximação de Luanda aos EUA e ao eixo Ocidental, com posturas mais contundentes relativamente ao conflito russo-ucraniano.

O que é certo é que, ao enviar uma delegação de alto nível, composta por Dionísio da Fonseca, bem como pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, e pelo secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, prescindindo do ministro das Relações Exteriores, Teté António, João Lourenço não quis dar um sinal de costas voltadas, mas sim de que há ainda respeito pelas relações mútuas, evitando ao mesmo tempo enviar um sinal errado aos parceiros europeus e norte-americanos.