A iniciativa, segundo o director-geral do Instituto de Defesa Nacional, Hélder Cafala, surge no contexto de uma crescente preocupação governamental e académica com a proliferação de novas plataformas de culto, o avanço da chamada "teologia da prosperidade" e os desvios doutrinários que afectam as populações mais vulneráveis.

O estudo vai avaliar de que forma a fé e as lideranças religiosas influenciam a coesão social, os valores morais e as estruturas de soberania de Angola.

Formaliza igualmente o esforço contínuo de instituições como o Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR) para compreender uma realidade sobre as igrejas em Angola.

Dados oficias indicam que, em Angola, existem actualmente 85 igrejas reconhecidas oficialmente e legais perante o Estado.

Estima-se que existam mais de 2.000 seitas e plataformas religiosas a operar ilegalmente em todo o País, com a maior concentração de casos registada na província de Luanda.