A subcomissão argumentou que no caso da candidatura de Vicente Lombe Cambwale, apresentada a 27 de Agosto, foram registadas 339 subscrições, das quais 313 válidas e 26 inválidas.
"As 313 subscrições válidas ficaram abaixo do mínimo de 2. 500 apoios exigido para sustentar a candidatura ao cargo de primeiro-secretário provincial", esclareceu a subcomissão, que decidiu não validar a candidatura de Vicente Lombe Cambwale.
A corrida eleitoral na Huíla tornou-se a primeira disputa com mais de um candidato no processo de conferências provinciais do MPLA em 2026, onde a tendência geral vinha sendo a existência de listas únicas de consenso.
Ao apresentar o seu projecto, Vicente Lembe Cambuale partilhou publicamente ter enfrentado sérias "dificuldades na recolha de cartões de militantes" e entraves burocráticos para conseguir validar o processo de candidatura.
Segundo apurou o Novo Jornal junto da comissão preparatória do 9º congresso, foram já validadas as candidaturas dos primeiros secretários do MPLA no Bengo, Icolo e Bengo, Moxico Leste, Namibe, Cuando e Huambo, Luanda, Kuanza Sul e Huila.
Para a candidatura ao cargo de presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos cinco mil militantes distribuídos por todas as províncias do País, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional.
Os restantes níveis exigem entre mil e 2.500 subscritores estabelecendo escalas diferenciadas conforme a importância e alcance do cargo a ser disputado.
O 9.º congresso ordinário do MPLA realiza-se nos dias 09 e 10 de Dezembro de 2026, na cidade de Luanda. O evento decorre sob o lema "MPLA 70 anos - Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro" e contará com a participação de 3.000 delegados vindos de todo o país e da diáspora.





