Segundo os moradores da Urbanização Vida Pacífica, estes espaços têm vindo a ser invadidos há muito tempo, alegadamente com a cumplicidade da administração local.

Já foram ocupados, naquela que seria uma reserva fundiária do Estado, cerca de oito hectares, uma área equivalente a aproximadamente 10 campos de futebol.

Os moradores da Urbanização Vida Pacífica, no Zango 0, manifestam preocupação com o surgimento de construções consideradas desordenadas em espaços inicialmente reservados para infra-estruturas sociais, sob o olhar silencioso das autoridades. Muitos apontam a administração local como cúmplice da ocupação ilegal daqueles terrenos.

Entretanto, o administrador municipal, Francisco Tchipilica, nega o envolvimento de funcionários da administração no esquema de ocupação ilícita da área que circunda a Urbanização Vida Pacífica.

Segundo o administrador, "estas práticas são levadas a cabo por indivíduos de má-fé que se apropriam de terrenos reservados para a construção de infra-estruturas públicas".

Conforme o responsável municipal, a Administração do Calumbo "irá tomar medidas rigorosas para repor a legalidade e responsabilizar todos os infractores que ocuparam ilegalmente os espaços reservados a projectos do Estado", promessa que é recebida com alguma desconfiança pelos moradores do Zango 0, que dizem "querer ver para crer".

Segundo os moradores, muitas das obras ali construídas possuem licença de construção, o que, na sua opinião, demonstra quem são os responsáveis pela ocupação daqueles terrenos.

Em reacção, o administrador do Calumbo, Francisco Tchipilica, explica que muitos terrenos foram cedidos pelas autoridades administrativas a cidadãos que apresentaram projectos de aproveitamento dos espaços. No entanto, segundo o responsável, a administração tem verificado que alguns cumprem os compromissos assumidos, enquanto outros não.

"Todos aqueles que não estiverem em cumprimento serão alvo de medidas para repor a legalidade e reduzir a pressão que os moradores da Urbanização Vida Pacífica têm enfrentado nos últimos tempos", afirmou o responsável.