A decisão foi tomada por mais de 90% dos delegados, que decidiram pôr fim ao mandato da antiga direcção, dando votos de confiança à comissão de gestão que está no comando do Cofre há quatro meses.

A assembleia extraordinária foi presidida pelo presidente da mesa da assembleia-geral, o comissário-geral Francisco Ribas da Silva, que, em Janeiro, afastou a direcção agora destituída por mau trabalho.

Em assembleia extraordinária, dos 179 membros, 167 votaram a favor, o que representa 93%, tendo sido ainda registados um voto nulo e quatro abstenções.

Em Janeiro, o número um da Polícia Nacional afastou a antiga direcção por considerar que prestava "um péssimo serviço aos efectivos", tal como noticiou o Novo Jornal na altura.

A decisão teve como fundamento "o fraco desempenho, a má prestação de serviços ao efectivo, a gestão deficitária dos recursos e outras irregularidades detectadas".

Segundo os membros do Cofre de Previdência em assembleia, a comissão de gestão deverá manter-se no cargo até à realização de novas eleições e à posterior tomada de posse da nova direcção.

O Cofre de Providência do Pessoal da Polícia Nacional tem como missão mitigar os problemas sociais dos efectivos, reformados, seus familiares, viúvas e órfãos. É uma organização sem fins lucrativos formada por membros que compartilham interesses comuns, unidos para fornecer benefícios mútuos, e congrega mais de 100 mil associados.