"Na sequência da convocação do nosso congresso, considero ser meu dever dirigir-me a todos vós para reafirmar, com sentido de responsabilidade e compromisso, a minha intenção de me apresentar como candidato à presidência do MPLA, tão logo estejam reunidas as condições formais para o efeito", escreveu hoje Higino Carneiro na sua página de Facebook.

"Dirijo-me, por isso, a cada militante, em particular à base que sustenta o nosso partido, para apelar ao vosso apoio na subscrição desta candidatura. Esta não é uma candidatura de ambição pessoal, mas sim um compromisso colectivo com o futuro do MPLA e de Angola", acrescentou.

O político referiu que a sua proposta "assenta em democratizar ainda mais a vida interna do partido, modernizar o MPLA, ajustando-o às exigências dos tempos actuais e aos desafios do futuro".

"Tornar o MPLA o instrumento mais importante da sociedade civil angolana, reforçando a sua ligação com o povo e a sua capacidade de resposta às aspirações nacionais, unir a grande família MPLA, dentro e fora do país, sem exclusões, porque todos contam e todos são necessários e valorizar o militante de base, conferindo dignidade e atenção prioritária às estruturas locais", fazem parte da proposta do político.

Higino Carneiro defende a preparação do partido "para vencer, com confiança e organização", as eleições gerais de 2027.

"Apelo igualmente a todos os camaradas para que este processo orgânico decorra de forma exemplar, transparente e credível", diz Higino Carneiro, frisando que "é preciso um congresso que reforce a coesão interna" e prepare o partido, "com solidez", para os desafios que se avizinham.

No final deste percurso, segundo o político, o mais importante será o respeito pelas escolhas de cada militante e é esse respeito que deve nortear todo o processo.

"Devemos evitar ataques, divisões e práticas que fragilizem o partido. Qualquer que seja o camarada eleito presidente do MPLA, precisará da união, da participação e do contributo de todos", afirmou, para depois declarar que "todos são poucos perante os desafios actuais e futuros".

"Eu quero somar, não quero dividir. Quero inspirar esperança - porque Angola precisa, mais do que nunca, de acreditar num futuro melhor", conclui o general.