Em função dos incumprimentos, o SJA convocou para a próxima sexta-feira, 6, em Luanda, uma assembleia de trabalhadores com apenas um ponto: o levantamento da suspensão da greve, que havia sido decretada em Setembro de 2025.

Segundo o SJA, a suspensão da greve anunciada em 2025 foi um gesto de boa-fé e confiança no processo de diálogo existente.

Conforme o sindicato, os compromissos traçados não se concretizaram dentro do prazo estipulado, por isso, os trabalhadores reservam-se o direito de reactivar a declaração de greve, bem como de recorrer a outras formas legais de mobilização sindical.

O Novo Jornal sabe que o SJA convocou, para o dia 6, uma assembleia, com o único tópico de proceder ao levantamento da suspensão da greve.

No ano passado, a convocada greve do SJA deveria decorrer em quatro fases, a primeira entre 08 e 12 de Setembro, a segunda de 09 a 19 de Outubro e a terceira de 10 a 24 de Novembro, sendo a última entre 10 e 24 de Dezembro, para exigir um aumento salarial de 58%.

A paralisação foi aprovada pelos trabalhadores da Rádio Nacional de Angola (RNA), Televisão Pública de Angola (TPA), Edições Novembro (detentora do Jornal de Angola, Jornal dos Desportos, Jornal Cultura e Jornal Economia e Finanças), Agência Angola Press (ANGOP), Media Nova (detentora do Jornal O País, Rádio Mais e Gráfica Dammer) e TV Zimbo.

Entretanto, após o anúncio da greve pelo SJA, os conselhos de administração dos órgãos de comunicação social do Estado recorreram ao tribunal para a travar, o que foi aceite pelos trabalhadores.

No mês de Setembro, dias antes do início da greve, o Tribunal da Comarca de Luanda decidiu suspender a paralisação, alegando violação dos direitos dos cidadãos de se informarem e serem informados.

Segundo o tribunal, a deliberação do SJA, que aprovou a greve interpolada, sem a garantia dos serviços mínimos, viola pressupostos da lei da greve e restringe direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.