Apesar da violência destes ataques informáticos, José Leiria garante que a instituição tem um sistema de alta de segurança que tem imobilizado estas tentativas e frustrando os seus autores.
Segundo a AGT, no país, a Administração Geral Tributária é a instituição que mais sofre tentativas de ataques informáticos mas até agora nenhuma teve sucesso.
O presidente do conselho de administração AGT avançou ainda que a instituição que dirige se viu impelida a melhorar a sua defesa informática, mudando de sistema recentemente.
Em tribunal, esta segunda-feira,23, na qualidade de testemunha, José Leiria assegurou que em 2022 foram detectadas fragilidades no sistema que permitiu o desfalque internamente de 6,4 mil milhões de kwanzas, de cobranças de impostos do IVA, que desencadeou no processo-crime em julgamento conhecido por "Caso AGT".
Segundo José Leiria, o sistema de segurança da AGT é actualmente um dos mais seguros do mundo, tanto é que tem sofrido várias tentativas de invasão mas nenhuma teve êxito.
"Agora as auditorias aos sistemas informáticos da AGT são feitas permanentemente visto que é das instituições no país que mais sofre tentativas de ataques informáticos. Até agora, não tivemos uma única tentativa bem-sucedida porque temos uma área de informática competente que vai monitorando e auditando tudo", esclareceu.
Antes desta fraude milionária, que segundo o Ministério Público (MP) é de mais 100 mil milhões de kwanzas, o sistema permitia algumas fragilidades, segundo a AGT.
De acordo com a acusação do MP, o gabinete de cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR), na sequência investigativa do mediático processo em julgamento, detectou que alguns funcionários da instituição tinham acesso ilegítimo ao sistema de informação e cometerem esta fraude milionária.

