O Papa, que aterrou às 16:25, é aguardado com expectativa pelos peregrinos que se deslocaram à "Mamã Muxima" para rezar o terço com Leão XIV. É o caso de António João, que fez a viagem a partir do Zango e disse ao repórter do Novo Jornal Euclides Seia que aguardava com ansiedade a chegada do Sumo Pontífice, "um homem de fé e esperança".
Neste lugar de devoção dos católicos angolanos são visíveis as gruas, devido às obras de requalificação do espaço, onde está a ser construída uma grande Basílica, que deverá ficar pronta em 2027, com 4.600 lugares sentados e uma praça para 200 mil peregrinos.
Aos milhares de fiéis, Leão XIV pediu que seguissem o exemplo de Maria, de "Mamã Muxima": "Uma mãe ama os seus filhos, por mais que sejam diferentes. Também nós devemos lutar para que todas as crianças tenham o que comer, para que todos os doentes possam ter cuidados de saúde. Sejamos agentes de justiça e portadores de paz para construir um mundo melhor, onde não haja fome, nem guerra, nem desonestidade".
"Não à guerra", voltou a clamar o Papa, que depois rezou perante a imagem de "Mamã Muxima".
Depois da Muxima, o Papa desloca-se a Saurimo, na Lunda Sul, com uma intensa agenda durante o dia de segunda-feira, regressando a Luanda perto das 17:30, para um novo encontro com os bispos, padres e agentes pastorais.
A CEAST, numa nota sobre a visita do Papa Leão XIV, afirma que "o Santo Padre não visita apenas uma nação de maioria cristã, ele visita a sua casa, num périplo que ocorre num momento de profunda carga emocional: o primeiro aniversário do falecimento do Papa Francisco".
Leão XIV deixa o País na terça-feira, logo pela manhã, e segue para a Guiné Equatorial, onde termina a sua viagem por África.

