Nas primeiras horas da manhã, Higino Carneiro compareceu no Tribunal Supremo para a instrução, acompanhado do seu advogado, José Miguel.

Em declarações ao Novo Jornal, José Miguel disse ainda não saber as razões do adiamento da primeira sessão de instrução contraditória, que estava agendada para esta quarta-feira.

"Fomos notificados agora do adiamento da diligência. Eu ainda não tive contacto real com o despacho, mas pode ser por alguma questão meramente técnica, porque as testemunhas notificadas estavam todas disponíveis e o arguido também", disse o advogado.

O Novo Jornal soube que o tribunal remarcou a instrução contraditória para o próximo dia 19 deste mês.

Segundo a defesa, Higino Carneiro requereu a instrução contraditória por considerar que alguns dos articulados da acusação não estão suficientemente claros.

Sobre este processo, o político foi constituído arguido em Dezembro de 2025, por indícios da utilização de fundos públicos para fins particulares.

Este é apenas um dos processos que correm na Justiça contra Higino Carneiro. Existe outro, registado sob o n.º 48/20, que foi reaberto em Maio último e segue o seu curso a nível da Procuradoria-Geral da República (PGR).