A Plurijogos é uma empresa que se dedica à exploração de jogos no país e também detentora da marca Casinos de Angola, ao passo que a Prossegur é a responsável pelo asseguramento dos empreendimentos de Kundi Paihama, nomeadamente os Casinos de Angola, escritórios e condomínios.

De acordo com os funcionários do Casino de Angola, ouvidos pelo NJ, os problemas começaram em Julho de 2019, um mês depois de Elisabeth Paihama, filha de Kundi Paihama, ter assumido o Conselho de Administração da Empresa. Na altura, após uma reunião com os funcionários, a administração admitiu dificuldades financeiras devido a dívidas com outros parceiros, mas prometeu liquidar os salários dos trabalhos assim que fosse possível, o que não se cumpriu até ao momento.

Segundo o que apurou o NJ, trabalhadores da Prossegur estão desde Julho do ano passado sem salários. Como protesto, em Novembro do ano passado, entraram em greve, que teve a duração de vários dias e até realizaram uma manifestação. Na altura, a situação da falta de pagamentos, segundo o sindicato dos trabalhadores, atingiu também funcionários da Prossegur da província da Huíla, que, diferente dos de Luanda, não vêem os salários desde Maio.

Os salários dos seguranças vão desde os 55 mil aos 78 mil kwanzas.

Um dos membros do sindicato da Prossegur afirma que os últimos meses têm sido um "inferno". E que quando ainda o Casino estava em funcionamento, a empresa se recusava a pagar os salários.

"É complicado quando a empresa está a render e não estamos a ser beneficiados", critica um dos reivindicadores.

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