Esta longa-metragem, lançada em 2022, foi exibida em Portugal, França, Países Baixos, Cabo Verde e Moçambique, além de ter integrado festivais internacionais nos Estados Unidos da América e na Polónia, sendo agora apresentada no "Cine Geração".

"Trata-se de um projecto de exibição cinematográfica da Geração 80, criado para promover o cinema angolano e africano através de sessões regulares abertas ao público, seguidas de momentos de conversa e reflexão", informou ao NJ a curadora do Cine Geração, Dreça Manuel.

A também programadora disse que o espaço inclui, igualmente, a exibição de longas e curtas-metragens, estreias e sessões especiais, conversas com realizadores, elenco e equipa técnica, debates em microfone aberto e encontros entre profissionais e amantes do cinema.

Além disso, pretende promover o debate sobre as obras exibidas nos ecrãs, fortalecer a cultura cinematográfica em Angola, bem como gerar partilha entre realizadores, actores, produtores, estudantes, cinéfilos e o público em geral.

O documentário "Cesária Évora" é uma longa-metragem bastante aclamada e galardoada. A obra debruça-se sobre a condição humana de uma artista que, antes de se tornar um ícone da música mundial, floresceu entre os recantos da pobreza do Mindelo, na ilha de São Vicente.

A trajectória da "Diva de Pés Descalços" é acompanhada por imagens de arquivo inéditas e por testemunhos de quem a conheceu de perto, revelando a mulher por detrás da lenda e o percurso que a projectou globalmente.

A mostra do documentário da "Rainha da Morna" faz parte do mês do "Cine Geração" dedicado ao cinema e à música, duas linguagens artísticas que se complementam e ampliam a forma como sentimos e interpretamos aquilo que nos rodeia.

Cesária Évora é uma voz que ecoou e continua a ecoar pelo mundo, incluindo em Angola. A sua música transmite mais do que saudade ou nostalgia. Com ela são recordadas as essências de um arquipélago: a brisa, a maresia e o calor que nos abraça.

Até ao momento, já foram exibidos "Nha Fala" (2002), do realizador guineense Flora Gomes, a 2 de Julho; "Histórias da Música Popular" (2005), do realizador português Jorge António, a 9 de Julho; e "Meu Semba" (2026), do realizador angolano Hugo Salvaterra, a 23 de Julho. Segue-se agora a exibição de "Cesária Évora" (2022), da realizadora portuguesa Ana Sofia Fonseca. Haverá ainda uma sessão de curtas-metragens agendada para o dia 30, a encerrar o mês.