José de Lima Massano, naquilo que é claramente uma tomada de posição ao lado dos bancos comerciais, permanentemente sob fogo dos empresários pelas dificuldades no acesso ao crédito, deu como exemplo o que se está a passar com a linha de crédito do Deutsh Bank, que se mantém por usar em grande medida devido à inexistência de propostas à altura das exigências.
Há anos que os gestores desta linha não aprovam qualquer projecto angolano e a razão é aquela que Lima Massano avançou na abertura do Angola Economic Outlook 2023, na segunda-feira, em Luanda.
O chefe do Banco Central angolano referiu mesmo que a linha alemã é uma excelente referência para que os empresários nacionais tenham em conta a exigência que os projectos precisam para que os bancos se sintam confiantes na hora de decidir a atribuição de um crédito.
E questiona: "Até agora quantas operações foram concluídas no âmbito da linha de crédito do Deustsh Bank? Porque é que não conseguimos reunir as peças necessárias para a aprovação de projectos por esta via há anos?".
Estas questões retóricas serviriam a Massano para defender a banca comercial angolana, permanentemente debaixo de fogo do empresariado nacional devido às dificuldades na atribuição de créditos, sublinhando que não há nada que distinga a razoabilidade dos travões colocados pelo Deutsh Bank e os colocados pelos bancos nacionais.
E explicou o que, no seu entender, está por detrás desta situação: "A qualidade da informação precisa de de ser melhorada, porque é a principal reclamação dos bancos comerciais".
