Em declarações à imprensa, esta terça-feira,21, no Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do PR, Francisco Pereira Furtado, afirmou que o incidente não colocou em risco a segurança do líder da Igreja Católica.
Aos jornalistas, o ministro de Estado assegurou que as circunstâncias em que o cidadão se aproximou ao veículo do Papa estão a ser analisadas pelos órgãos de investigação competentes.
Ainda assim, o governante admitiu a existência de uma falha pontual no dispositivo de segurança montado para a ocasião.
Segundo Francisco Furtado, as intenções do jovem ainda não foram confirmadas, mas acredita-se que o acto tenha sido motivado apenas por um "excesso de entusiasmo" perante a presença do Papa.
"Não houve nada anormal, não houve nenhuma tentativa de atentado", afirmou o ministro de Estado.
Em declarações ao Novo Jornal, um familiar do cidadão contou que após ser intercetado pelas forças de segurança nas imediações da Avenida Ho Chi Minh, junto ao viaduto, o homem foi conduzido à esquadra da Samba, onde permaneceu sob interrogatório durante várias horas.
Chegou a casa com ferimentos no corpo e, na segunda-feira, solicitou uma guia médica no local de trabalho para receber tratamento numa unidade hospitalar privada de Luanda.
Durante o interrogatório, o cidadão explicou que a sua intenção era exclusivamente religiosa e que queria tocar nas vestes do Papa para receber uma bênção, invocando o episódio bíblico da mulher que tocou nas vestes de Jesus Cristo e foi curada.
