O stock de crédito à economia, em moeda nacional, atingiu 7,4 biliões de kwanzas em Julho, um aumento de 739,7 mil milhões (11,1%) face ao período homólogo do ano passado.

O endividamento do sector público não financeiro totalizou 1,4 biliões de Kwanzas, dos quais 61,1% referentes à administração pública e 38,9% às empresas públicas. Comparativamente ao período homólogo, diz o Banco Nacional de Angola, registou-se um crescimento de 254,5 mil milhões de Kwanzas.

O endividamento do sector privado (empresas privadas e particulares) registou um aumento de 802,7 mil milhões de kwanzas (11,3%), ao passar de 7,1 biliões de kwanzas em Julho de 2025 para 7,9 biliões de kwanzas em Julho de 2026, com o endividamento das empresas privadas não financeiras a corresponder a 6,0 biliões, com um aumento de 500,4 mil milhões de kwanzas (9,0%) e o endividamento dos particulares a 1,8 biliões de kwanzas, com um aumento de 302,4 mil milhões de kwanzas (19,7%).

Já o crédito bruto direccionado ao sector real da economia totalizou 2,1 biliões de Kwanzas, um aumento de 668,1 mil milhões de kwanzas (46,6%) em relação ao período correspondente do ano anterior, impulsionado principalmente pelo desempenho das indústrias transformadoras, que registou uma variação de 323,3 mil milhões de kwanzas (53,1%).

O crédito total concedido ao abrigo do aviso 10/2024 do BNA para o fomento do sector real situou-se em 1,4 biliões de kwanzas, representando 68,2% do total de crédito concedido a este sector e 15,6% da carteira de crédito bruto do sistema bancário. Em comparação com o período homólogo, verificou-se um aumento de 127,1 mil milhões de Kwanzas (9,7%), refere o BNA, que destaca o aumento do financiamento de projectos nos subsectores da indústria transformadora e da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca, que registaram acréscimos de 222,2 mil milhões de kwanzas (36,8%) e 56,9 mil milhões de kwanzas (23,5%), respectivamente. Estes aumentos compensaram a contracção de 152,0 mil milhões de Kwanzas (32,6%) registada no subsector das indústrias extractivas.